Apresentação

A Viva

É uma entidade sem fins lucrativos, não governamental, certificada pelo Ministério da Justiça como OSCIP - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público - conforme Lei nº 9790 de 23/03/1999. Foi criada em agosto de 1997 e é formada por voluntários – em sua maioria contadores de histórias – que prestam seu serviço voluntário gratuitamente e nos termos da Lei Federal nº 9608, de 18.02.1998. A Associação reúne mais de mil voluntários atuantes e está presente em hospitais de São Paulo e de outros Estados e cidades do País.

Em quase duas décadas de existência a Associação Viva e Deixe Viver virou modelo para outras iniciativas sociais, principalmente ONGs ligadas a crianças e adolescentes. Nossos voluntários participam de um extenso e qualificado curso de capacitação. Só permanecem na Associação Viva aqueles que se comprometem a realizar a sua missão, lutar por sua causa, partilhar a mesma visão e submeter-se aos mesmos princípios.

Missão

Fomentar a educação e cultura na saúde por meio da leitura e do brincar, visando transformar a internação hospitalar de crianças e de adolescentes em um momento mais alegre, agradável e terapêutico, contribuindo positivamente para o seu bem estar, de seus familiares e da equipe multidisciplinar.

Causa

Contribuir para a humanização da sociedade, fortalecendo valores e princípios éticos essenciais entre os sujeitos que produzem saúde.

Visão

Ser reconhecido como uma OSCIP que desenvolve cidadãos para o cumprimento do trabalho voluntário de maneira consciente, comprometida e constante. Ser referência em educação e cultura por meio da promoção de atividades de ensino continuado.

Princípios

Atuamos com ética. Trabalhamos em equipes integradas e com respeito à individualidade. Não discriminamos raça, cor, credo, religião, partidos políticos, orientação sexual e poder aquisitivo. Não permitimos a utilização institucional político-partidária da nossa Associação. Acreditamos e incentivamos a capacitação constante de cada indivíduo.


História

Era uma vez...

Desde 1993 vinha ajudando as crianças do Hospital Emílio Ribas através de diversas formas, comprando brinquedos para as festas que periodicamente eram realizadas, para os bingos, e organizando a arrecadação de tíquetes refeição para a compra de leite.

Com o passar do tempo, senti vontade de conhecer um pouco mais as crianças quem eu estava ajudando, e com uma ideia vaga do que gostaria de fazer, ou seja, observar o mundo sob um outro ângulo, os olhos das crianças, o que sentem, o que pensam, o que querem - o que seria muito fácil pois já tivemos esta oportunidade um dia - difícil seria entrar em um mundo onde a maioria destas crianças se encontram, doentes, carentes, como se não bastasse muitas sem família.

Um dia, com minha sobrinha Violeta ao telefone, contei sobre como o ambiente hospitalar põe medo nas crianças, e disse o quanto gostaria de transformar isso, nem que fosse só um pouquinho. Então, Violeta me ouviu e disse: "Tio, leia para elas". Rapidamente planejei uma forma de contar histórias, na noite anterior à minha apresentação. Desplanejei tudo, e sabe por quê?

Através de uma conversa com Wellington Nogueira, amigo há mais de 15 anos, que também é o Dr. Zinho do Doutores da Alegria, entendi que para se estar com crianças não é necessário planejar nada, tudo vale. Basta ligar o motor da atenção e do respeito que elas merecem. Entendi que desse modo, qualquer lugar pode se transformar num lugar encantado. E foi assim que resolvi dar asas à minha imaginação.

No dia 17 de agosto de 1997, dei início ao que posso chamar de um salto quântico em minha vida. Daí para frente passei a ouvir mais e falar o essencial, ter mais cuidado com minhas "palavras", permitir que o Pinóquio e Gepetto possam receber a ajuda dos Powers Rangers para sair da barriga da baleia, a Cinderela pode até ter joanete e nós, adultos, podemos até nos sentirmos felizes ao ouvir um "não" como esse: "não, hoje eu não quero ouvir história". É isso mesmo! Um não pode ser muito importante para quem não pode nunca negar as agulhas, os remédios, os tratamentos de um hospital.

Atualmente o voluntariado vem sendo um assunto muito discutido no Brasil. Mas esse assunto há muito tempo faz parte da essência humana: caridade, amor, tolerância e muitos outros valores positivos. Exercitá-lo é o que faz a diferença.

Viva e deixe viver é um exercício de cidadania, é a capacidade e a possibilidade de construir ou transformar, é a cooperação dos nossos "contadores e fazedores de histórias" para um mundo mais digno, em especial para as nossas crianças que farão do Brasil um País mais feliz.

Vista o nosso Avental e faça parta dessa história.

A melhor história é aquela que se aprende contando.

Valdir Cimino
Diretor-Fundador

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